Mostrando postagens com marcador Gestão de Pessoas Concurso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gestão de Pessoas Concurso. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de outubro de 2016

10 Lições de Liderança do Livro O Monge e o Executivo


Primeira lição: para ser um bom líder uma das habilidades primárias é saber ouvir, a comunicação pode ficar extremanente comprometida quando não se ouve com a devida atenção, além de emitir mensagens negativas, tais como: desrespeito ao que está sendo dito e desvalorização da opinião alheia, muito possivelmente por julgar que suas falas e pensamentos são muito superiores aos de quem está falando.
Segunda lição: para exercer uma boa liderança, é preciso entender as diferenças entre poder e autoridade. Através do primeiro é possível convencer alguém, entretanto coercitivamente pela força da posição que ocupa, outrossim autoridade é uma habilidade de convencer alguém, mas através da influência pessoal que exerce sobre aquela pessoa, de maneira que a mesma execute a atividade de boa vontade. A autoridade é a base de uma boa liderança, já que o poder com o passar do tempo corroi os relacionamentos.


Terceira lição: liderar é saber lidar com as pessoas e com as tarefas, mantendo-nas em equilíbrio, por isso nem sempre alguém que possui conhecimento técnico tem aptidões para exercer cargos de liderança. Ademais os relacionamentos entre os elementos envolvidos são o principal motivo de sucesso em uma organização, sempre permeado pela confiança entre as partes.
Quarta lição: Os paradigmas exercem influências nos relacionamentos, muitas vezes negativas, entretanto o ser humano tem resistência natural  às mudanças, fato que dificulta qualquer transformação. A tendência comum é “ver o mundo como nós somos e não como ele é”.  O modelo piramidal de administração- cujo poder vem de cima para baixo e há maior preocupação com a chefia do que com os clientes-  é um paradigma, entretanto nem sempre um modelo que serviu com eficiência em uma época  servirá para outras situações. A ordem da pirâmide deveria inverter-se, tendo clientes como base, sendo seguidos imediatamente pelos funcionários na escala de importância, ficando a última camada para os líderes, os quais deveriam perceber sua importância no sentido de servir grupo para o qual lidera, satisfazendo as necessidades de seus liderados.
Quinta lição: não tenha medo de colaboradores com espírito desafiador, valorize as opiniões contrárias.
Sexta lição: liderança é influenciar pessoas a trabalharem por objetivos visando o bem comum. Liderar é servir. Gandhi, Madre Teresa de Calcutá,  Martin Luther King e Jesus Cristo são citados como exemplos de líderes que exerceram somente a influência em prol de objetivos que visavam o bem comum. As intenções devem ser seguidas de ações, mas isso só será realizado se houver como premissa básica a vontade. Liderar é “identificar e satisfazer necessidades”.
Sétima lição: Para  compreender “liderança, autoridade, serviço e sacrifício” é preciso primariamente compreender o amor. Amor  não se refere aos sentimentos e sim às ações, é sinônimo de liderança , a qual por sua vez é sinônimo de servir, sendo “uma das principais tarefas do amor prestar atenção às pessoas”. O amor, consequentemente a liderança, podem ser resumidos em alguns conceitos: paciência, bondade, humildade, respeito, abnegação, perdão, honestidade, compromisso. O líder deve demonstrar portanto, autocontrole, dar atenção, apreciação e incentivo, ser autêntico sem ser arrogante, tratar os outros como pessoas importantes, satisfazer as necessidades dos outros, desistir de ressentimento quando prejudicado, ser livre de engano, sustentar suas escolhas, pôr de lado suas vontades e necessidades, buscando o  bem maior para os outros; atrelando todas essas características tem-se enfim o líder servidor.
Oitava lição: refere-se à criação de um ambiente de trabalho favorável ensejando crescimento às pessoas. É importante normalizar comportamentos de liderança no sentido positivo, atitudes como elogiar pessoas em público, ao invés de adverti-las gera um ambiente agradável , pois o que o líder faz automaticamente gera uma mensagem seja ela positiva ou negativa. Entretanto, não é possível mudar ninguém, “a única pessoa que você pode mudar é você mesmo”. Sobre a motivação, é possível ensejar condições motivacionais, mas são as pessoas que precisam estar abertas às mudanças.
Nona lição: todos temos possibilidade de escolha e responsabilidades decorrentes das mesmas. Muitas pessoas não assumem responsabilidades, atribuem ao outro erros que possam vir a acontecer.  
Décima lição: Existe a importância da visão e da missão organizacional, entretanto as pessoas só irão aderir às missões, se primariamente aderirem ao líder.
Resumindo, liderar é servir, direcionar a equipe com motivação, entusiasmo, estimulando o empenho e o comprometimento de cada um.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Gestão de Pessoas nas Organizações - Organizações

O ser humano é um ser gregário, não vive isoladamente e busca, na interação e na constituição de diferentes tipos de grupos, encontrar satisfação de suas necessidades e de contribuição para o desenvolvimento coletivo. Essa relação é de trocas onde ambas as partes sofrem influências. Hall (2004, p.4) observa que:

As grandes transformações sociais da história têm sido essencialmente baseadas em organizações. A ascensão do Império Romano, a disseminação do cristianismo, o crescimento e o desenvolvimento do capitalismo e do socialismo foram realizadas por meio de organizações. A eliminação do lixo tóxico, a energia nuclear, o terrorismo, o desemprego, o aborto e todos os temas com os quais se depara a sociedade contemporânea são impossíveis de ser compreendido sem se considerar seu contexto organizacional.

Pela observação acima podemos notar a importância das organizações em nossas vidas e o impacto que elas causam não só na atualidade mas desde sempre. Uma organização nasce do desejo de satisfazer uma necessidade. Um restaurante, por exemplo, é constituído para satisfazer a necessidade das pessoas de consumirem alimento fora do seu domicílio. Nesse sentido um restaurante integra recursos como estrutura física composta por cozinha, depósito, banheiros, sala de refeição, móveis e utensílios diversos. Também encontramos matéria-prima como legumes, temperos, produto de mercearia e outros tantos materiais diversos. Porém, mesmo com todos esses recursos disponíveis, nada aconteceria sem existir a ação humana, os alimentos não vão sozinhos para a panela e nem sabem decidir como se unir para se transformarem em pratos saborosos.

Assim as organizações nascem também da ação humana e são compostas por pessoas que constituem a sua força de trabalho, mas que não trabalham isoladas, interagem com outras pessoas que estão fora de seu ambiente, como, por exemplo, fornecedores, comunidade e com seus clientes.

As organizações são compostas por pessoas e essas pessoas acabam injetando dentro das organizações suas culturas e características peculiares. Podemos então pensar que, assim como as pessoas são diferentes as organizações também são diferentes umas das outras e com tantas interações acontecendo, tanto interna como externamente, e com pessoas que possuem características diferentes, desejos, motivações diferentes podemos imaginar a complexidade possui um ambiente organizacional.


Mesmo quando não estamos prestando atenção estamos realizando análise sobre as organizações. Como? Pense no seu dia a dia você analisa onde comprar os produtos que consome como alimentos, roupas, sapatos. Reflete sobre a escolha da escola que você ou seus filhos irão estudar, a igreja que irá frequentar, além dos diferentes grupos dos quais poderá fazer parte. Um bom exemplo de grupo, aliás o primeiro a que pertencemos, é o de família, depois veem as escolas, as igrejas, os hospitais e as diversas organizações com ou sem fins lucrativos.


Referência: HALL, Richard H. Organizações: estruturas, processos e resultados. 8 ed. São Paulo; Pearson, 2004.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Gestão de Pessoas nas Organizações

É impossível se falar em Recursos Humanos e não citar uma das suas vertentes mais importantes: a Gestão de Pessoas. A procura por esse assunto tem se tornado intensa pela proximidade dos concursos já que em boa parte deles o tema tem sido cobrado dos candidatos. Não posso afirmar que o foco aqui será voltado para o tema específico gestão de pessoas para concurso, no sentido de seguir um roteiro de edital e tudo o mais, porém nada impede de ser usado como material de estudo, cabendo ao leitor saber direcionar os seus estudos e traçar suas metas. Enfim, se você está vindo aqui pela primeira vez seja bem vindo sempre e vamos ao que interessa: Gestão de Pessoas.

Nesse primeiro momento convido a você a conhecer os fundamentos da gestão de pessoas. Quando falamos em fundamentos logo temos a ideia de base, sustentação, de apoio e é assim que se dá com a gestão de pessoas também. Nesse caso em especifico temos um tripé constituído pelos conceitos de organização, pessoas e administração e é nesse tripé que a gestão de pessoas encontra a sua sustentação.


A organização representa o ambiente onde a administração de recursos humanos será exercida. Mas a palavra organização pode nos levar a diferentes conceitos. Bueno (2000, p. 558) traz a seguinte definição para a palavra organização: 


Ato ou efeito de organizar; constituição física; estabelecimento ou firma comercial, industrial, bancária, etc. 

O foco do nosso estudo será a organização enquanto um estabelecimento que pode ser constituído com o objetivo de alcançar lucro financeiro ou não. Pois o que nos leva a estudar as organizações não é o resultado que elas buscam, mas como elas irão buscar esses resultados. Esse “como” é o ponto crucial, ele é definido tanto pelas pessoas que a compõem como também será orientado para atender as necessidades de pessoas que dependem direta e indiretamente de suas atividades. 

As organizações não existem sem as pessoas; por mais virtuais que elas possam ser provavelmente será a partir da ideia de uma pessoa que elas ganharão forma, e provavelmente precisarão do envolvimento de outras pessoas para integrar os demais recursos e alcançar o seu objetivo. Mas falar de pessoas não é algo tão simples ou exato. A possibilidade de estudo desse tema levaria a uma gama de outros temas que não nos cabe no momento. Vamos nos ater na dimensão do mundo do trabalho, o papel das pessoas como geradoras de resultados organizacionais. 

Integrar diferentes recursos em uma estrutura na busca de objetivos específicos exige que esses recursos sejam primeiramente planejados, depois organizados, dirigidos e controlados. Falamos então que os recursos precisam ser administrados. Assim fechamos o tripé de apoio dos fundamentos da gestão de pessoas.

Bem pessoal, para começar vamos ficar com esses conceitos iniciais, na próxima semana vamos começar a explanar sobre cada conceito norteador da gestão de pessoas separadamente começando pelo estudo das organizações. Até breve!


Referência:

BUENO, Silveira. Minidicionário da língua portuguesa São Paulo: FTD, 2000.